quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Setor Cruzeiro - reabertura parcial

Agradecemos pelo respeito neste último mês em que o setor Cruzeiro esteve sem escaladas. Este tempo foi suficiente para compreender o posicionamento da proprietária em questão, que nos explicou não querer as escaladas em suas terras para preservar a agricultura local (não colocando em risco o cultivo da banana), portanto acatamos a sua vontade. Aproveitamos também para conversar com os outros proprietários do acesso e do restante do setor, nos certificando que estão contentes com os escaladores, aprovando a experiência que tiveram conosco até então. É a evidência da boa conduta transmitindo valores positivos com a frequentação consciente de montanhistas por ali, agindo como zeladores de áreas naturais, inibindo invasões de má fé, atividades ilegais como caça, extração de recursos, sem mencionar a contribuição social que surge com a prática esportiva em pequenos blocos aglomerados em áreas outrora improdutivas. São valores nem sempre esclarecidos, cabendo a nós dar sempre um bom exemplo para demonstrar tudo isso. 

Algumas das placas instaladas: caverna e bloco do Jornada, um dos poucos locais com vestígios de cerca (vide árvore marcada)

O respeito à vontade dos proprietários é a base de funcionamento de todos os setores da região. Sendo assim, instalamos placas restritivas em alguns subsetores, visto que não há cercas delimitadoras, motivo pelo qual estávamos passando de uma propriedade para outra sem saber (lembrando que chegamos ao local, estacionamos e subimos aos blocos por terras autorizadas).

O croqui foi atualizado para refletir a nova situação: este bloco, por exemplo, está dividido entre 2 propriedades

Lamentavelmente, partes importantes do setor ficarão proibidas, como por exemplo a caverna, onde se estabeleceu o boulder mais difícil (Casa da Onça V12), assim como um dos blocos mais acessíveis a iniciantes (Robert Plant), entre outros. Em contrapartida, dezenas de linhas encontram-se em áreas autorizadas: clássicos como o Calvário V9, Amarelinha V11 (o bloco mais futurista), Ilha de Pandora V10, assim como a Saleta onde ficam várias opções de graduação mais acessível, além de projetos incríveis que caíram nesta temporada: As cracas também amam V11 e o highball Fúria Cega V9, duas lindas adições ao setor. O croqui foi atualizado com as novidades e, principalmente, a orientação às áreas restritas: acesse a página CROQUITECA para baixar.

Bloco do Amarelinha V11, felizmente em terras autorizadas - Paul Robinson e Felipe Camargo prospectaram um V15 nesta face

Apesar dos pesares, o setor permanece e ainda muito contribuirá para a escalada a nível nacional. Continuem agindo com boa conduta, mantendo-se nos blocos permitidos e tenham boas escaladas!